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Sábado, 03 de Outubro 2026

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Após questionar Bolsonaro no TSE por ampliação do auxílio, Lula anuncia novo aumento no Bolsa Família às vésperas da eleição
Eleições 2026

Após questionar Bolsonaro no TSE por ampliação do auxílio, Lula anuncia novo aumento no Bolsa Família às vésperas da eleição

Críticos do governo argumentam que o reajuste ocorre em contexto semelhante ao que motivou a ação movida contra Bolsonaro no TSE por Lula.

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Brasília, DF – O anúncio do reajuste de 15% no Bolsa Família pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), feito a poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026, trouxe de volta ao debate uma ação movida pelo próprio petista contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a disputa eleitoral de 2022.

À época, a campanha de Lula acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a inelegibilidade de Bolsonaro por suposto uso eleitoral do então Auxílio Brasil, programa que posteriormente voltou a se chamar Bolsa Família.

A representação questionava medidas adotadas pelo governo federal em outubro de 2022, entre elas a antecipação dos pagamentos do benefício, a inclusão de aproximadamente 500 mil novas famílias e a criação do crédito consignado vinculado ao programa social.

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Na ação, os advogados da campanha petista sustentaram que as iniciativas tinham potencial para influenciar o voto do eleitorado de baixa renda em favor do então presidente e candidato à reeleição.

O grupo jurídico incluía o advogado Cristiano Zanin, que atualmente ocupa uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a petição apresentada ao TSE, as medidas possuíam caráter eleitoral diante do cenário apontado pelas pesquisas de opinião e pelos resultados do primeiro turno.

“Não há dúvidas a respeito do caráter eleitoreiro da medida, uma vez que as pesquisas e até mesmo o resultado do primeiro turno demonstraram que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva possuía ampla vantagem sobre Jair Bolsonaro dentre o eleitorado de baixa renda”, argumentaram os representantes da campanha petista.

Os advogados afirmaram, contudo, que a contestação não era dirigida ao programa social em si, mas ao que consideravam uma utilização eleitoral dos benefícios durante o período de campanha.

Na avaliação da defesa de Lula na época, a antecipação dos pagamentos poderia interferir na liberdade de escolha do eleitor.

Reajuste anunciado a 17 dias do primeiro turno

Nesta quinta-feira (17.set.2026), o governo federal anunciou a correção dos valores do Bolsa Família com base na inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026.

O decreto foi publicado faltando 17 dias para o primeiro turno das eleições.

Com a medida, o valor mínimo do benefício passará de R$ 600 para R$ 691.

O benefício médio deverá alcançar R$ 777, segundo estimativas do governo.

A equipe econômica informou que o reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a atualização tem como objetivo recompor o poder de compra das famílias beneficiárias diante da inflação acumulada desde o início do atual governo.

O anúncio, entretanto, levou adversários políticos a traçarem um paralelo com a posição adotada pelo PT na eleição de 2022.

Críticos do governo argumentam que o reajuste ocorre em contexto semelhante ao que motivou a ação movida contra Bolsonaro no TSE por Lula.

Já aliados de Lula sustentam que a medida decorre de uma regra de recomposição inflacionária e não representa expansão extraordinária do programa com finalidade eleitoral.

A comparação reacende a discussão sobre os limites entre políticas públicas de transferência de renda e seu impacto em períodos eleitorais, tema que esteve no centro dos embates jurídicos e políticos da campanha presidencial de 2022.

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