"No norte da Europa, já estão publicando rituais para abençoar pessoas que se amam", disse, alertando que a forma como expressam vai "especificamente contra" o documento publicado em 18 de dezembro de 2023 e que gerou certa oposição dentro da Igreja Católica.
O papa diz que a Fiducia Supplicans afirma que “podemos abençoar todas as pessoas, mas não podemos buscar uma maneira de ritualizar algum tipo de bênção, porque não é isso que a Igreja ensina”.
LGBT: O ensinamento da Igreja continuará como está
Leão XIV disse que, embora os indivíduos “sejam aceitos e acolhidos”, o ensinamento da Igreja “continuará como está”.
Ele também falou da importância de apoiar “o que chamam de família tradicional”.
“A família é pai, mãe e filhos. Acredito que o papel da família na sociedade, que sofreu nas últimas décadas, deve ser reconhecido e fortalecido novamente”, disse.
Sem mudanças, por enquanto, nas relações com a China
O papa também abordou as relações da Santa Sé com a China e disse que, “a curto prazo, darei continuidade à política que a Santa Sé segue há alguns anos”.
Embora tenha evitado definir uma estratégia definitiva, Leão XIV disse que está “em constante diálogo com várias pessoas, de ambos os lados”, a fim de ter “uma compreensão mais clara de como a Igreja pode continuar sua missão”.
Ele mencionou “os problemas políticos que obviamente têm grande importância” e pediu respeito para “um grupo significativo de católicos chineses que, por muitos anos, viveram algum tipo de opressão ou de dificuldade em vivenciar sua fé livremente e sem escolher lados”.
Leão XIV lembrou que a chamada Ostpolitik vaticana buscou soluções pragmáticas nos últimos anos: “As decisões tomadas [foram] para dizer de forma realista isso é o que podemos fazer agora, avançando para o futuro”.
Evitar que a liturgia se torne uma “arma de confronto ideológico”
O papa disse que a missa tridentina anterior à reforma do Concilio Vaticano II, que o papa Francisco limitou, continua sendo um dos temas “mais complexos e polarizados” na vida da Igreja e convidou a abordar o debate em um clima de escuta e comunhão.
Leão XIV contou que já “recebeu vários pedidos e cartas” sobre esta forma do rito romano, embora tenha esclarecido que “a missa pode ser celebrada em latim neste momento. Se for o rito do Vaticano II, não há problema”.
O papa Leão XIV lamentou que as tensões em torno da liturgia tenham sido usadas como bandeira para outras disputas na Igreja. “Sei que parte desse problema, infelizmente, fez — novamente, parte de um processo de polarização — que alguns usem a liturgia como desculpa para promover outros temas. Tornou-se uma ferramenta política”, lamentou.
O papa também aludiu à forma como certas celebrações da missa segundo o Vaticano II foram realizadas de forma inadequada, o que afastou alguns fiéis.
Esta matéria apareceu primeiro no ACI DIGITAL.
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