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O Ministério Público Federal na Paraíba realizou, nesta quarta-feira (4), uma reunião por videoconferência para tratar da gestão das águas do Reservatório Engenheiro Avidos, localizado em sua grande parte no território de São José de Piranhas. O encontro foi conduzido pelo procurador da República Djalma Gusmão Feitosa, a partir de demanda apresentada pela Prefeitura, diante das retiradas e transferências de água do açude.
Durante a reunião, o advogado Felipe Medeiros relatou que a solicitação decorreu de provocações feitas por famílias e comunidades locais, além de preocupações levantadas por pesquisadores da região. Segundo ele, a forma como vem sendo realizada a retirada de água do reservatório estaria superando a capacidade de compensação do manancial, ocasionando prejuízos ao abastecimento humano, às atividades produtivas e ao meio ambiente.
Entre os impactos apontados estão danos socioeconômicos e culturais às comunidades ribeirinhas, que dependem historicamente do açude para subsistência, pesca e manutenção de sua identidade cultural. Também foram destacados prejuízos ambientais, especialmente no período da piracema, com aumento da vulnerabilidade dos peixes, facilitação da pesca predatória e alteração do habitat natural. Outro ponto de preocupação é a velocidade do rebaixamento do nível da água, que, segundo relatos da população, antes ocorria por fatores naturais e agora estaria associada à abertura de comportas e às transferências de água.
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REDAÇÃO DIÁRIO DO PAÍS
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