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O Brasil voltou a registrar recorde de feminicídios em 2025, alcançando o maior número de casos desde que o crime passou a ser contabilizado de forma específica na legislação brasileira.
Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram registradas 1.571 vítimas de feminicídio no ano, um aumento de 4% em relação a 2024.
O resultado consolida o quarto recorde consecutivo do indicador. De acordo com a série histórica divulgada pelo levantamento, os registros cresceram de 1.455 casos em 2022 para 1.475 em 2023, 1.492 em 2024 e 1.571 em 2025.
Os números divulgados mostram que, durante os primeiros anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o país continuou registrando sucessivos aumentos nos casos de feminicídio.
Especialistas ouvidos pelo estudo apontam que a violência letal contra mulheres possui dinâmica diferente da violência urbana em geral, sendo fortemente influenciada por fatores como violência doméstica, desigualdade de gênero e falhas na rede de proteção às vítimas.
O cenário chama atenção porque ocorre na contramão da tendência observada em outros indicadores de violência.
Em 2025, o Brasil registrou queda de 8,2% nas Mortes Violentas Intencionais, alcançando a menor taxa da série histórica. Ainda assim, os feminicídios permaneceram em trajetória de crescimento e foram uma das poucas modalidades de crime letal que apresentaram aumento no período.
Para pesquisadores da área de segurança pública, os dados reforçam a necessidade de ampliação das políticas de prevenção, fortalecimento das medidas protetivas e melhoria da rede de atendimento às mulheres em situação de violência.
O levantamento destaca que, apesar da redução dos homicídios em geral, as mulheres continuam sendo vítimas de assassinatos motivados por questões de gênero em níveis cada vez mais elevados.
Contexto dos dados: embora o recorde de 2025 tenha ocorrido durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva, a sequência de quatro recordes consecutivos teve início em 2022, antes do início do atual mandato presidencial.
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