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Sexta-feira, 23 de Outubro 2026

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Lula fala em derrotar “império digital” e coloca Meta na mira; discurso levanta dúvidas sobre limites da intervenção estatal
Tecnologia & Inovação

Lula fala em derrotar “império digital” e coloca Meta na mira; discurso levanta dúvidas sobre limites da intervenção estatal

Ao comentar o papel das grandes plataformas digitais, Lula acusou a companhia de enganar a população e defendeu mudanças na forma como a empresa atua.

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Eleições 2026 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (22.out.2026) que pretende “derrotar o império digital” e declarou que a Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, “vai ter que ser reinventada”.

As declarações foram feitas durante uma transmissão ao vivo ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG).

Ao comentar o papel das grandes plataformas digitais, Lula acusou a companhia de enganar a população e defendeu mudanças na forma como a empresa atua.

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Segundo o presidente, a Meta não pode continuar operando sem se submeter às regras que considera adequadas para a convivência social.

“A gente vai provar agora que a gente vai derrotar o império digital. A Meta vai ter que ser reinventada porque ela não pode achar que pode enganar a humanidade todo tempo. Ela já enganou muito. Agora ela vai ter que se enquadrar nos bons costumes e boas maneiras que a sociedade precisa para viver bem”, declarou.

A fala marca mais um capítulo da ofensiva do governo contra as chamadas big techs, tema que tem ocupado espaço crescente no debate político. No entanto, o discurso presidencial também desperta preocupações entre defensores da liberdade econômica e da livre circulação de informações.

Sede da META, nos Estados Unidos | Foto: reprodução
Sede da META, nos Estados Unidos | Foto: reprodução

Críticos apontam que expressões como “derrotar o império digital” e a ideia de que uma empresa privada “terá que ser reinventada” sugerem uma postura de confronto que pode extrapolar o papel regulador do Estado.

Para especialistas em governança digital, governos devem fiscalizar e exigir o cumprimento da legislação, mas sem transmitir a impressão de que pretendem determinar os rumos de empresas por motivos políticos ou ideológicos.

Outro ponto que gera questionamentos é a referência aos “bons costumes e boas maneiras”.

O conceito é considerado amplo e subjetivo, abrindo margem para diferentes interpretações sobre quais conteúdos ou práticas poderiam ser enquadrados nesse critério.

Na avaliação de analistas, regras para plataformas digitais precisam ser fundamentadas em princípios legais claros, evitando conceitos vagos que possam resultar em insegurança jurídica.

Além disso, a retórica utilizada por Lula pode aumentar a tensão entre o governo e o setor de tecnologia em um momento em que o Brasil busca atrair investimentos para a economia digital.

Embora a discussão sobre responsabilidade das plataformas seja legítima, especialistas alertam que o combate a abusos não deve ser confundido com a ampliação do controle político sobre empresas e usuários.

A declaração do presidente reforça o debate sobre a regulamentação das redes sociais no país, mas também evidencia uma divisão crescente entre aqueles que defendem maior intervenção estatal e os que alertam para possíveis riscos à inovação, à liberdade de expressão e à segurança regulatória no ambiente digital.

Pontos-chave da declaração:

  • Lula afirmou que pretende “derrotar o império digital”.
  • O presidente declarou que a Meta “vai ter que ser reinventada”.
  • O petista acusou a empresa de “enganar a humanidade”.
  • A fala foi feita durante transmissão ao lado do deputado André Janones.
  • Críticos avaliam que o discurso adota um tom excessivamente intervencionista e levanta dúvidas sobre os limites da atuação estatal sobre plataformas privadas.

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FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Lima, do DIÁRIO DO PAÍS
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Print de vídeo/YouTube do Lula
Bruno de Lima

Publicado por:

Bruno de Lima

Natural da cidade de Sousa, no Sertão da Paraíba. Cristão Católico. Jornalista. Graduado em Gestão da Tecnologia da Informação. Pós-graduado em Jornalismo Digital e Segurança e Defesa Cibernética.

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