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Sábado, 03 de Outubro 2026

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Secretário de Guerra dos Estados Unidos adverte Cuba de que compra de armas pode levar a confronto
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Secretário de Guerra dos Estados Unidos adverte Cuba de que compra de armas pode levar a confronto

Visita de Hegseth ao país caribenho faz parte de uma série de ações dos EUA para intensificar a pressão sobre Havana.

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O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, advertiu o governo de Cuba nesta quarta-feira (10) contra a aquisição de armas capazes de atingir o território norte-americano ou a base naval dos EUA na Baía de Guantánamo, afirmando que isso provocaria um confronto que Havana não teria condições de suportar.

Dirigindo-se a tropas norte-americanas durante uma visita à base dos EUA em Cuba, Hegseth disse que ainda espera por um relacionamento positivo com o país.

“Seria imprudente da parte do governo de Cuba tentar adquirir ou obter acesso a tipos de armas que pudessem atingir esta base ou o território americano”, disse Hegseth, sem dar mais detalhes sobre o armamento em questão.

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“Eles estariam provocando o tipo de confronto que não só não querem, mas não poderiam suportar. Nenhum país na Terra pode se equiparar às capacidades dos Estados Unidos da América.”

A visita de Hegseth é a mais recente viagem de alto nível à ilha por parte de uma autoridade de alto escalão norte-americana, à medida que o presidente Donald Trump intensifica a pressão sobre Havana.

Ela ocorre menos de duas semanas após o comandante-chefe dos EUA para a América Latina, general Francis Donovan, visitar a Estação Naval da Baía de Guantánamo e conversar com um general cubano de alto escalão em seu perímetro. Também se seguiu a uma rara visita a Havana do diretor da CIA (Agência de Inteligência dos EUA), John Ratcliffe, em maio.

De pé, perto do perímetro da base, Hegseth disse que os EUA esperam que “em breve pudéssemos ser amigos da liderança do governo de Cuba”.

“Por enquanto, vamos ver o que acontece. Mas o Departamento de Guerra dará ao comandante-chefe todas as opções de que ele precisar dentro dessa contingência”, disse Hegseth.

Trump tem citado frequentemente a mudança política em Cuba entre os objetivos de política externa de seu segundo mandato.

Michael Bustamante, chefe do programa de estudos cubanos da Universidade de Miami, disse que a visita pode sinalizar a determinação dos EUA em meio a crescentes preocupações em Cuba sobre um possível ataque militar dos EUA.

“Talvez a visita de Hegseth tenha como objetivo reforçar mais uma vez a mensagem de que o custo de não sentar à mesa de negociações poderia ser o uso de uma opção militar, mesmo com observadores alertando cada vez mais sobre as possíveis complicações de tal operação”, avaliou.

Cuba tem sido um antagonista dos EUA desde a revolução de Fidel Castro, em 1959.

Trump conta com forte apoio de cubano-americanos linha-dura na Flórida, que há décadas pressionam por uma mudança de regime instigada pelos EUA, e seu governo vem aumentando constantemente a pressão sobre Havana.

Em 20 de maio, os EUA acusaram formalmente o ex-presidente cubano Raúl Castro de quatro acusações de homicídio pelo abate, em 1996, de uma aeronave civil operada por exilados que tinha Miami como base.

A acusação foi o exemplo mais recente dos esforços do governo Trump para afirmar a influência dos EUA no Hemisfério Ocidental.

O papel mais assertivo de Washington na América Latina foi simbolizado por uma audaciosa operação militar dos EUA de captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro.

Maduro, um socialista alinhado com Cuba, foi levado de avião para Nova York para responder a acusações de tráfico de drogas. Ele se declarou inocente de todas as acusações.

Hegseth disse nesta quarta-feira que deve haver notícias em breve sobre a Venezuela e os esforços dos EUA para combater o que ele chamou de grupos terroristas envolvidos no tráfico de drogas.

“Haverá grandes notícias vindas da Venezuela muito em breve sobre esse assunto, porque agora temos um parceiro lá na Venezuela disposto a trabalhar com os EUA”, disse.

 

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