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Universidades Federais têm menos verba com Lula do que antes da pandemia
Educação

Universidades Federais têm menos verba com Lula do que antes da pandemia

Valores destinados ao funcionamento das universidades são inferiores aos da era Temer e Bolsonaro pré-pandemia.

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Sob a tutela da atual gestão Lula (PT), o orçamento destinado ao funcionamento das universidades federais permanece abaixo do disponibilizado durante os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) no período pré-pandemia, segundo aponta levantamento da Folha de S.Paulo com base em dados do SoU_Ciência.

O chamado orçamento discricionário é voltado para o pagamento de despesas como contas de água, luz, internet, contratos de limpeza e vigilância, manutenção predial e compra de materiais. Também inclui o pagamento de benefícios a servidores, como auxílio-alimentação e transporte.

Se os benefícios são levados em conta, o montante aumentou em 2023 e 2024. Mas quando considerados exclusivamente os gastos voltados para o funcionamento das instituições, a verba disponibilizada pelo atual governo Lula fica abaixo do esperado.

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Em 2016, ano em que Michel Temer assumiu, as universidades receberam R$ 6,7 bilhões. Já em 2019, primeiro ano da gestão Bolsonaro, foram R$ 5,5 bilhões. Em meio à crise causada pela pandemia da Covid-19, os recursos caíram para R$ 4,7 bilhões em 2020 e R$ 3,5 bilhões em 2021. No último ano do governo Bolsonaro, a verba subiu para R$ 4 bilhões.

No segundo ano de gestão Lula, os recursos chegaram a R$ 5,2 bilhões, mas voltaram a cair para R$ 5 bilhões em 2024. Todos os valores apresentados foram corrigidos pela inflação.

Pesquisador do SoU_Ciência e ex-coordenador de planejamento e orçamento da rede federal no MEC, Weber Tavares disse que os avanços financeiros da atual gestão não são suficientes para manter o pleno funcionamento das universidades. Ele avalia que, “embora as coisas estejam avançando, talvez não seja na velocidade necessária”.

Weber disse ainda que as leis orçamentárias aprovadas em 2023, 2024 e 2025 tiraram verba do setor da educação. Também pontuou que as coisas pioraram com o decreto presidencial 12.448, feito no último dia 30 de abril, fracionando os repasses discricionários das instituições em 18 partes. Até novembro, 11 delas serão pagas, e o restante somente em dezembro.

Questionado, o Ministério da Educação (MEC) afirma que está se esforçando para recuperar o orçamento das universidades federais.

– Na gestão atual, os recursos destinados para as instituições tiveram um aumento de 22%. Além disso, o MEC trabalha para garantir a recomposição do orçamento em 2025 destinado às instituições federais de ensino superior, que foi reduzido a partir de aprovação da Lei Orçamentária Anual no Congresso Nacional – argumentou a pasta.

O que diz o Governo Federal*

É falso que o Governo Federal tenha diminuído o investimento nas universidades federais nos últimos dois anos. Muito pelo contrário. Preliminarmente ao período da atual gestão, a PEC da Transição permitiu suplementação em R$ 1,7 bilhão de recursos discricionários em 2023 para universidades e Institutos Federais.  Em 2024, a suplementação de recursos discricionários foi de R$ 747,3 milhões para universidades e Institutos Federais, visando corrigir a inflação e recompor a Lei Orçamentária Anual (LOA), que sofreu cortes pelo Congresso Nacional. Para priorizar essa ação, os recursos foram realocados de outras ações do MEC.

Tratando exclusivamente de recursos discricionários, considerando o somatório de universidades e Institutos Federais, comparando o valor empenhado em 2021 e o empenhado em 2024, há um aumento de 23,5% — de R$ 8,1 bilhões passa para R$ 10 bilhões.

Nos últimos dois anos, foram garantidos dois reajustes salariais (2023 e 2025), reestruturação das carreiras de docentes e técnicos de universidades e institutos federais e ampliação do banco equivalente (2023 e 2025). Tudo isso permitiu a retomada de concursos públicos. O auxílio-alimentação dos professores e técnicos foi reajustado em 118% entre 2023 e 2024, passando de R$ 458 para R$ 1.000. O auxílio-saúde e o auxílio-creche também foram reajustados em cerca de 50%. 

Somente na assistência estudantil, cuja política se tornou lei neste governo (Política Nacional de Assistência Estudantil – Pnaes, Lei nº 4.914/2024), observamos um crescimento de 60% dos recursos do Pnaes em universidades e institutos federais e do Programa Bolsa Permanência, saindo de R$ 1,4 bilhão executado em 2021 para R$ 2,2 bilhões em 2024.

A Bolsa Permanência, que atendia 8 mil alunos em 2021, hoje atende 17.300 estudantes indígenas e quilombolas nas universidades federais. Seu valor foi reajustado de R$ 900 para R$ 1.400. 

Consta ressaltar que, antes da atual gestão do Governo Federal, a educação superior pública federal vinha de seis anos sem reajuste salarial, sem concursos públicos e sem diálogo com servidores docentes e técnicos. Os anos de 2021 e 2022 tiveram o pior orçamento discricionário da história das universidades e institutos federais. Bolsas de pós-graduação, de formação de professores, além das bolsas permanência e de iniciação científica estiveram sem reajuste por dez anos. Universidades e institutos federais acumulavam obras paralisadas e falta de investimento.

Agora, a educação entrou no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com previsão de investimento de até R$ 9,5 bilhões até o fim do governo para consolidação e expansão de universidades, Institutos Federais e hospitais universitários. A execução das obras do PAC está ganhando tração no exercício de 2025, após superação das fases de busca por dominialidade de terrenos e processos licitatórios.

Nota publicada no site do Governo Federal em 09/06/2025 às 10h23 - confira aqui.

Esta matéria apareceu primeiro no Pleno News.

*Matéria atualizada em 09.jun.2025 às 23h52.

 

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FONTE/CRÉDITOS: Pleno News
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Agência Brasil
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