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A dívida bruta do Brasil voltou a subir em abril e atingiu R$ 10,4 trilhões, o que equivale a 80,4% do PIB, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados nesta sexta-feira. Com um crescimento de 0,3 ponto percentual em relação ao mês anterior, a dívida pública está no maior nível desde junho de 2021, na pandemia, quando o indicador alcançou 80,6% do PIB.
O cálculo leva em conta o governo federal, INSSe governos estaduais e municipais.
Este é um dos principais indicadores econômicos observados pelos investidores na avaliação da saúde das contas públicas. O pagamento da dívida está entre as maiores despesas obrigatórias do governo federal, e sua expansão reduz o espaço para gastos discricionários, os não obrigatórios, como recursos para investimento e custeio. Hoje, essas despesas de livre gasto representam menos de 10% do orçamento federal.
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A expansão do passivo segue uma tendência observada também no ano passado. Em 2025, a dívida pública federal cresceu 18%, a maior alta desde 2015, superando o endividamento adquirido em 2020 (alta de 17,9%), na pandemia.
Segundo o BC, a variação mensal da dívida bruta foi puxada para cima pelos juros nominais apropriados (alta de 0,9 ponto percentual), pelas variação do PIB nominal (redução de 1,5 ponto percentual), e efeito da valorização cambial (-0,2 ponto percentual).
Dívida líquida
Enquanto isso, a dívida líquida, que desconsidera os ativos do governo, subiu a 66,8% do PIB em abril, chegando a R$ 8,8 trilhões, um crescimento de 0,6 ponto percentual em comparação com o mês anterior.
Superávit do setor público
O BC ainda divulgou o resultado fiscal do setor público consolidado, que registrou um superávit primário (quando se desconta o pagamento dos juros da dívida) de R$ 24,6 bilhões em abril deste ano. No mesmo período do ano passado, o resultado foi de superávit de R$ 14,1 bilhões.
O superávit acontece quando as receitas do governo com tributos e impostos são maiores que suas despesas. O mesmo acontece nos casos das empresas estatais, mas com suas receitas de serviços e produtos.
Os dados do setor público consolidado levam em conta os resultados fiscais de União, estados, municípios e empresas estatais (exceto setor financeiro e Petrobras).
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FONTE/CRÉDITOS: O Globo
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Reprodução
Publicado por:
REDAÇÃO DIÁRIO DO PAÍS
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