Conforme informou a equipe do blog, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) se recusou a informar os registros de acesso da lobista Roberta Luchsinger no Palácio da Alvorada, sob a alegação de que a divulgação das visitas ao presidente Lula “gera risco à segurança de instituições ou altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familiares”.
A resposta de Flávio é uma reação à ofensiva de Lula, que apresentou ao TSE, na terça-feira (20), uma petição na qual autorizou a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos, com a condição de que Flávio fizesse o mesmo. Além de Janja, a autorização também seria válida para seus cinco filhos: Lurian, Marcos Cláudio, Fábio Luís, Sandro Luís e Luís Cláudio.
Neste caso, Flávio teria que levantar o sigilo em relação ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sua mãe, Rogéria Bolsonaro, sua esposa, Fernanda Bolsonaro, além de seus irmãos: o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) e o deputado federal eleito Jair Renan (PL-SC).
A proposta de Lula foi divulgada no debate da Band, no último domingo (18), em resposta às acusações de Flávio relacionadas à corrupção. O objetivo, segundo o presidente, seria “ver quem de fato é bandido”.
‘Últimas consequências’
Em resposta à provocação de Lula, a campanha de Flávio informou ao TSE que “não se limita a aceitar o desafio, mas o leva às suas últimas consequências”.
“De toda forma, para evitar que o candidato adversário se valha de mais uma promessa vazia às custas do eleitorado, de mais uma mentira feita apenas para exista enganar o povo brasileiro, como é do seu feitio, o aceite ao desafio é manifestado com uma única condição: a de que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em exercício de honestidade para com a população brasileira, acrescente à sua autorização todas as informações que há muito clamam pelo melhor desinfetante: a luz solar”, afirma o time jurídico do candidato do PL à Presidência.
“Que se abram, então, todas as gavetas, inclusive aquelas que o candidato adversário mantém deliberadamente trancadas no Governo, para que o povo brasileiro, conhecendo a verdade, se liberte e decida livremente. Para tanto, deverá o candidato adversário cumprir as condições que seguem. Elas acompanham os dois tempos desta história, o passado e o presente.”
Na petição, o senador também chama o desafio de Lula de “promessa vazia” a fim de “ludibriar o eleitorado”, já que a “abertura proposta não mostraria nada”. A campanha de Flávio acusa o petista de que eventuais irregularidades em seu patrimônio estariam “escondidas” em sigilos de terceiros. Em relação ao sigilo telefônico, a campanha de Flávio ressalta ainda que Lula não possui aparelho celular, o que tornaria inócua qualquer medida nesse sentido.
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FONTE/CRÉDITOS: Blog da Malu Gaspar, do O GLOBO
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