Durante o debate com os candidatos à Presidência, realizado na noite deste domingo (18.out.2026) na Band, o presidente e candidato a reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um desafio desconexo em um cenário eleitoral.
Lula desafiou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a abrir seus sigilos bancários e telefônicos, numa clara estratégia de marketing de campanha.
Como revide, Flávio Bolsonaro deu uma dura resposta ao petista, afirmando que tudo o que tem é fruto de sua profissão de empresário e advogado.
Flávio foi mais além e disse que todo o seu patrimônio é declarado na Receita Federal e afirmou que ter bens não é crime, desde que sejam adquiridos de maneira legal.
Olhando para a plateia, Flávio disse que o único naquele local que foi condenado em todas as instâncias e preso por corrupção foi Lula e que ele quem tem que se preocupar com seus “sigilos”.
Estratégia de campanha de Lula
Com esse episódio e com o monitoramento que venho fazendo sobre as eleições 2026, está nítido que nessa reta final da campanha, em todos os debates e na mídia de Lula e de seus aliados, os recortes serão em torno dessa quebra de sigilo proposta por Lula.
Essa estratégia de campanha de Lula não irá converter votos de indecisos para sua candidatura, pelo contrário, pode gerar um desgaste ainda maior em sua imagem.
A insistência no passado
Tecnicamente falando, Lula teve um desempenho abaixo do esperado no debate.
A prova disso é que, mais uma vez, Lula insistiu em ser o “salvador” do Brasil, citando números de quando assumiu a presidência pela primeira vez e suas “conquistas” para os pobres – o que não é mais do que sua obrigação, diante dos impostos que pagamos – é o mesmo discurso vazio, ultrapassado e enfadonho que o brasileiro não aguenta mais.
Flávio conseguiu mostrar algumas ideias e planos de governo durante o debate, chegando a ter um desempenho superior ao petista.
Por diversas vezes Lula demonstrou sinais de desequilíbrio emocional ao citar o ex-presidente Jair Bolsonaro no debate.
Flávio insistia em dizer: “Lula, foque em mim, Flávio, e não no meu pai Bolsonaro”, porém o petista não conseguia mudar o ataque.
Educação, simpatia, serenidade e respeito: quem ganhou?
Informações dos bastidores do debate da Band (com analistas da própria emissora em um programa após o debate) dizem que Flávio Bolsonaro chegou ao debate e sentou no púlpito.
Os bastidores revelam que o candidato Flávio foi bastante educado, cumprimentando a todos que estavam na Band.
Logo depois, chegou Lula, que ao avistar Flávio, passou direto e não falou com ninguém, demonstrando desrespeito e “ar de superioridade.”
Lula repetiu um cenário do debate de 2022 entre ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No debate de 2022 na rede Globo, que teve o mesmo formato desse da Band, onde os candidatos podiam andar pelo palco, em dado momento Bolsonaro se aproximou de Lula, tocou no seu ombro e disse: “Fica aqui perto de mim, Luiz Inácio, fica aqui Lula”.
Como resposta, Lula retrucou: “Eu não quero ficar perto de você. Deixe-me onde estou”.
Nesse debate a cena se repetiu.
Flávio tentou ser cordial com Lula, dizendo para ele ficar próximo a ele no debate, porém o petista se esquivou e não ficou próximo do senador.
Para pessoas aguçadas em observar comportamentos, ficou nítido que Lula perdeu o controle psicológico ao citar Jair Bolsonaro, demonstrando muita raiva para com o ex-presidente.
No debate, quem teve a melhor serenidade, controle e passou mais confiança, mais uma vez Flávio Bolsonaro ganhou.
O veredito
Mesmo eu sendo jovem, ingressei ainda criança no mundo da política, não para fazer politicagem, e sim com o desejo ardente de ajudar os que mais precisam. Sempre fiz política por amor.
Como jornalista, com a experiência de anos fazendo campanhas políticas no Brasil, o cenário eleitoral nesta semana não irá mudar muito para Lula.
Lula pode até “virar” e diminuir a diferença de votos com relação ao primeiro turno – o que considero difícil – mas, uma coisa é certa, o petista não se reelegerá.
O povo está cansado do PT. São mais de 20 anos de um governo que sempre acha um jeito de se envolver em polêmicas.
Bolsonaro, o Capitão do Povo
Uma das piores investidas de Lula e do sistema foi prender o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O sentimento de injustiça por parte da população com o caso Bolsonaro, a crise inédita no Judiciário, o Caso Master, o Escândalo do INSS e tantos outros, ruiu a nossa República.
Assim como o povo aposentou Dilma, agora será a vez de aposentar o Lula, através das urnas.
O Capitão do Povo, Bolsonaro, mesmo sofrendo de tantos modos, demonstra que é um líder nato e estrategista mestre.
Ao subestimar o nome de Flávio Bolsonaro, o orgulho, a prepotência, e a ganância do PT darão a vitória nas urnas ao filho do Bolsonaro.
Termino essa humilde coluna de opinião – se é que ainda podemos exercer a liberdade de imprensa e de pensamento? - Flávio Bolsonaro será eleito presidente do Brasil no dia 25 de outubro. Anotem.
Por hoje é só;
Até a próxima coluna!
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