Pressão por investigações e mudanças no STF
Segundo assessores do governo, cresce internamente a avaliação de que a saída para o impasse passa pela abertura de investigações contra o ministro Alexandre de Moraes, além do afastamento de André Mendonça das relatorias dos casos Master e INSS.
Auxiliares de Lula alegam que Mendonça teria perdido a imparcialidade necessária para conduzir os processos.
Há também pressão para que o governo defenda o fim do inquérito das fake news, considerado por aliados como um dos principais focos de desgaste político para Lula.
Impacto eleitoral e preocupação no Planalto
O clima no Palácio do Planalto é de forte apreensão após a pesquisa Nexus divulgada nesta terça-feira (08.set.2026), que mostrou Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno.
Para auxiliares do presidente, a crise envolvendo o STF tende a dominar a reta final da campanha, superando temas como economia, segurança pública e soberania nacional.
A campanha de Flávio Bolsonaro tem explorado o fato de que Lula poderá indicar até quatro ministros ao STF até 2030, caso seja reeleito.
Como resposta, aliados defendem que o presidente anuncie imediatamente a defesa de uma mudança constitucional para instituir mandatos fixos aos futuros integrantes da Corte.
Reação ao afastamento do diretor-geral da PF
O afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal acentuou a tensão entre os poderes.
A primeira resposta do governo será recorrer da decisão por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), que deve alegar violação da competência privativa do presidente da República para nomear o diretor-geral da PF.
Lula também deve solicitar, com urgência, um novo encontro com Fachin para tratar do tema.
Conselho da República volta ao debate
Outra proposta em discussão é a convocação do Conselho da República, órgão consultivo previsto para momentos de crise institucional.
A ideia, porém, divide o governo: enquanto alguns assessores defendem a medida como resposta institucional, outros temem que a convocação amplifique a crise e prejudique a campanha à reeleição de Lula.
A lembrança de 2021 pesa na avaliação.
Na época, quando o então presidente Jair Bolsonaro cogitou acionar o Conselho em meio ao conflito com o STF, setores da esquerda classificaram a iniciativa como uma “ameaça golpista”.
Agora, um dos coordenadores da campanha de Lula defende que o petista utilize o mesmo instrumento para discutir a atual situação.
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