A delação mais recente do banqueiro Daniel Vorcaro, entregue no início de junho à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, confirmou que empresas ligadas a ele investiram na produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Vorcaro afirmou que não houve qualquer irregularidade no processo.
Segundo o banqueiro, a relação com os envolvidos foi “republicana”, sem concessão de benefícios ilícitos ou compensações indevidas. A informação, divulgada pelo portal Metrópoles, reforça a posição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tem defendido a idoneidade do investimento.
O tema ganhou repercussão após o site The Intercept Brasil publicar, em 13 de maio, mensagens trocadas entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro sobre um aporte de R$ 60 milhões para a produção do longa.
TSE determina retirada de pesquisa do AtlasIntel por uso de áudios
Seis dias após a divulgação das mensagens, o instituto AtlasIntel publicou uma pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República, em 19 de maio. O levantamento registrou queda de seis pontos percentuais em relação à medição anterior.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porém, considerou que o estudo apresentava irregularidades.
Segundo a Corte, pesquisadores utilizaram áudios capazes de induzir respostas, o que comprometeria a neutralidade da coleta de dados.
Diante disso, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (8) a retirada imediata da pesquisa das redes sociais e do site oficial do instituto.
“Há indicativos de que a pesquisa possa ter extrapolado os limites da regular aferição estatística”, afirmou o ministro.
A decisão foi tomada após análise de outras 27 pesquisas realizadas pelo AtlasIntel, nas quais não houve uso de arquivos de mídia.
O tribunal classificou o procedimento adotado no levantamento suspenso como um excesso.

DIÁRIO DO PAÍS