Os envios reforçam a defesa israelense e dissuadem o Irã de retaliar Israel, com o risco de ampliar a guerra na região para um conflito aberto entre os dois países.
– [Na ligação, o secretário Lloyd Austin] reiterou o compromisso dos EUA de tomar todas as medidas possíveis para defender Israel – afirmou o porta-voz Patrick Ryder.
Apesar de Israel não ter se responsabilizado abertamente pela morte de Haniyeh, Teerã o acusa de ser o autor. E, segundo o jornal americano The Washington Post, as autoridades israelenses informaram aos EUA a autoria. Desde então, o Irã afirma que não vai deixar impune a morte ocorrida em seu território.
– O Irã fará com que as agressões do regime israelense custem caro em uma ação legítima e forte – disse em comunicado no domingo o chanceler iraniano em exercício, Ali Bagheri.
A isso, somam-se as ameaças do grupo terrorista Hezbollah, sediado no Líbano e aliado do Irã, que teve um de seus comandantes, Fuad Shakur, assassinados em um ataque israelense nos subúrbios de Beirute em julho.
Israel comunicou ao Irã e ao Hezbollah que atacar centros populacionais civis seria considerado uma linha vermelha para uma guerra ampla na região.
As defesas israelenses se preparam para diversos cenários, incluindo um ataque coordenado entre a milícia libanesa e o Irã, segundo o ex-funcionário do Conselho de Segurança Nacional de Israel e hoje membro do Instituto de Estudos de Segurança Nacional, Yoel Guzansky. Guzansky também disse que Israel considera realizar um novo ataque contra o Hezbollah, mas que essa decisão estaria condicionada à aprovação dos Estados Unidos.
COMUNIDADE INTERNACIONAL PRESSIONA POR CESSAR-FOGO
A gravidade da situação no Oriente Médio fez com que a comunidade internacional aumente os pedidos de acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que pode diminuir as tensões em toda a região. Lloyd também teria tratado desse assunto com Gallant, informou Ryder.
Na última quinta-feira (8), Israel enviou uma delegação a Doha, no Catar, para discutir a proposta de cessar-fogo apoiada pelos EUA em maio, segundo uma autoridade israelense informou ao The Washington Post.
A proposta recebeu o endosso de países como o Reino Unido, França e Alemanha. As três nações informaram que não deve haver “mais demora” no acordo e pediram ao Irã e aos aliados que se abstenham de ataques contra Israel.
Apesar da pressão, os ataques israelenses na Faixa de Gaza continuam depois de dez meses de guerra. No último sábado (10), 93 palestinos foram mortos em uma escola religiosa onde estavam abrigados, de acordo com as autoridades de saúde da Faixa de Gaza. Não se sabe se havia combatentes do Hamas entre as vítimas.
O chefe da missão da ONU na Faixa de Gaza (UNRWA, na sigla em inglês), Philippe Lazzarini, disse neste domingo que mais de 75 mil pessoas foram deslocadas no sudoeste da Faixa de Gaza nos últimos dias por medo dos ataques de Israel, que voltaram a considerar uma área do sul de Gaza como “zona de combate perigosa” e ordenaram a retirada de civis.
Durante a conversa que os secretários de Defesa no domingo, houve pedidos por parte de Lloyd Austin para “mitigar os danos civis”, segundo disse o porta-voz americano. As duas autoridades falaram sobre a importância disso para o cessar-fogo ser alcançado e os reféns restantes que estão na Faixa de Gaza serem libertados.
Nas duas rodadas de negociação anteriores, o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu se recusou a assinar o plano.
Esta matéria apareceu primeiro no Estadão.
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FONTE/CRÉDITOS: Estadão
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): EFE/ABIR SULTAN
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