A Binance afirmou ainda que os fundos dos usuários estão completamente seguros e que novas informações serão divulgadas pelos canais oficiais assim que forem verificadas. Os clientes foram orientados a desconfiar de golpes e a não confiar em links, mensagens ou pedidos de dados de conta que não venham dos canais oficiais.
Tether e Circle teriam congelado cerca de US$ 1,8 bi
Um dos desdobramentos mais relevantes veio do fundador da Binance, Changpeng Zhao. Em postagem na rede social X, ele agradeceu às emissoras de stablecoins Tether e Circle pelo congelamento dos valores desviados.
De acordo com as informações divulgadas, a Tether teria bloqueado US$ 971 milhões, e a Circle, US$ 823 milhões, o que somaria cerca de US$ 1,8 bilhão.
O congelamento é possível porque essas emissoras controlam os tokens que criam e podem impedir sua movimentação em carteiras sinalizadas, o que reduz a parcela do dinheiro que os criminosos conseguem efetivamente tirar do sistema.
Polymarket também foi atacada no mesmo dia
O ataque à Binance ocorreu no mesmo dia em que a Polymarket, plataforma de mercados preditivos, também foi alvo de hackers. No caso dessa empresa, o valor estimado desviado foi de US$ 2,5 milhões, e usuários reportaram perdas de até US$ 800 mil em suas contas.
A coincidência de datas levanta questionamentos no mercado sobre a segurança de plataformas de criptoativos.
O hack acontece em um momento sensível para a Binance no país. Pela regulamentação do Banco Central, toda empresa que opera com criptoativos no Brasil precisa pedir autorização como prestadora de serviços de ativos virtuais, a PSAV, até esta sexta-feira (30), sob pena de perder o direito de operar e ser considerada irregular.
A Binance já protocolou seu pedido, assim como outras empresas do setor, com 33 instituições registradas até agora, entre elas Nubank (ROXO34), Coinbase, Ripple e Mercado Bitcoin.
Em entrevista à Exame, o diretor-geral da Binance no Brasil, Thiago Sarandy, disse que a companhia está pronta para ser regulada e supervisionada pelo Banco Central e que pretende se tornar uma plataforma financeira completa, e não apenas uma corretora de criptomoedas.
“Queremos ter mais produtos do que qualquer instituição bancária e, onde for o mesmo produto, que façamos um serviço melhor”, afirmou.
Em agosto, a empresa liberou a negociação de ações e ETFs dos Estados Unidos para brasileiros e, segundo o executivo, vai ampliar sua área de pagamentos, hoje com o Pay Pix e, em breve, com boletos, portabilidade, transferência internacional e câmbio.
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