Se para muitos brasileiros a chamada “taxa das blusinhas” representou um aumento de gastos ou o fim das compras internacionais, para os Correios a medida gerou um grande tombo financeiro, mais especificamente um prejuízo de quase R$ 2,2 bilhões. O número consta em um estudo da empresa pública federal que foi revelado pelo portal G1 nesta sexta-feira (4).
No documento produzido pelos Correios, foram feitas comparações para mostrar o quanto foi estimado e o quanto foi efetivamente arrecadado pela companhia em 2024. Antes da mudança na legislação, que passou a cobrar Imposto de Importação de todas as compras internacionais, era esperada uma arrecadação de R$ 5,9 bilhões. Com a entrada em vigor da nova regra, o arrecadado foi de R$ 3,7 bilhões.
Em outra simulação, calculada já levando em conta a sanção da lei e uma possível redução da receita, a empresa previu uma arrecadação de R$ 4,9 bilhões, ou seja, o valor apurado ao final do último ano conseguiu ser mais baixo que as expectativas mais pessimistas da empresa.
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As perdas dos Correios corroboram uma situação informada pelo Ministério da Gestão no final de janeiro, que indicou que os números da empresa são uma das principais razões para o aumento do déficit das estatais em 2024. Segundo o governo, a companhia registrou um rombo de R$ 3,2 bilhões no ano passado.
SOBRE A TAXA DAS BLUSINHAS
A chamada “taxa das blusinhas” foi instituída com a entrada em vigor da Lei 14.902/2024, que estabeleceu a cobrança de uma alíquota de 20% de Imposto de Importação até mesmo para compras internacionais de até 50 dólares (R$ 289 na cotação atual), que antes eram isentas para produtos adquiridos em lojas que fizessem parte do programa Remessa Conforme, da Receita Federal.
Já no caso das compras acima de 50 dólares e de até 3 mil dólares (R$ 17,3 mil), a alíquota é de 60% no valor que ultrapassar 50 dólares, mas com um desconto de 20 dólares (R$ 115) no valor do tributo. Além do Imposto de Importação, hoje também é cobrado o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, sobre as compras internacionais.
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FONTE/CRÉDITOS: Pleno News
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Reprodução
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