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O arcebispo de Maceió (AL), dom Carlos Alberto Breis Pereira, fez um duro pronunciamento durante a homilia da missa da festa de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira da Arquidiocese e da capital alagoana, celebrada na última quinta-feira (27.ago.2026).
Diante dos fiéis e ouvintes da Rádio Imaculada, o religioso condenou a prática da compra e venda de votos e afirmou que quem participa desse tipo de negociação “não pode comungar, porque é pecado”.
Segundo ele, trata-se de um “pecado grave”, por representar “uma falta de responsabilidade com o direito que pode fazer o bem para todos”.
O arcebispo reforçou que a integridade do processo eleitoral é parte essencial da vida democrática e da missão cristã.
Recado direto aos candidatos
Durante a celebração, dom Carlos Alberto Breis também se dirigiu aos políticos presentes, candidatos ao pleito de outubro.
Ele destacou que nunca utilizou o altar como palanque político, mas que tem o dever de orientar e advertir.
“Eu digo a quem se candidata, e sobretudo a quem for eleito: amem Alagoas”, afirmou.
Para o arcebispo, todos os cidadãos têm a obrigação de cuidar de sua terra, mas essa responsabilidade é ainda maior para quem assume cargos executivos ou legislativos.
“Quem recebe um cargo tem a tarefa de usar o poder e os recursos do povo para o bem comum.”
Eleições de 2026
As eleições gerais deste ano ocorrerão em 4 de outubro, quando os brasileiros escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Caso haja segundo turno, a votação será em 25 de outubro.
Dom Breis lembrou que o primeiro turno coincidirá com o dia de São Francisco de Assis e pediu que os candidatos “não se esqueçam dos pobres” e não sejam indiferentes ao sofrimento daqueles que têm sua dignidade ferida.
“A política é uma sublime forma de caridade”
O arcebispo citou uma expressão usada pela Igreja desde o pontificado de Pio IX, no fim da década de 1930: “A política é uma sublime forma de caridade.”
Ele explicou que qualquer pessoa pode fazer caridade individualmente, mas quem administra recursos públicos tem a possibilidade de realizar uma “macrocaridade”.
E, segundo o arcebispo, quem não utiliza o poder para promover o bem comum “vai ter que prestar contas a Deus”.
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